A seguinte cena aconteceu em um vôo da British Airways entre Johannesburgo (África do Sul) e Londres.Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar na classe econômica e viu que estava ao lado de um passageiro negro. Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo: “Qual o problema, senhora?” - perguntou a comissária. "Não está vendo? – respondeu a senhora - "vocês me colocaram ao lado de um negro. Não posso ficar aqui. Você precisa me dar outra cadeira" . "Por favor, acalme-se - disse a aeromoça - "infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível". A comissária se afasta e volta alguns minutos depois."Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe econômica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar nem mesmo na classe econômica. Temos apenas um lugar na primeira classe".E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua: "Veja, é incomum que a nossa companhia permita a um passageiro da classe econômica se assentar na primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável". E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu: "Portanto, senhor, caso queira, por favor, pegue a sua bagagem de mão, pois reservamos para o senhor um lugar na primeira classe..." E todos os passageiros próximos, que, estupefatos, assistiam à cena, começaram a aplaudir, alguns de pé.
Tia, abraços e beijinhos
Sorvetes e carinhos,
Risadas pra não mais ter fim
Tia, minha querida tia
Quando casar um dia
Não vá se esquecer de mim
Titia eu quero ser assim como você
Saber de tudo resolver
Pra tudo uma canção, Pra tudo uma oração
Ter muita fé no coração
Tia, me ensina essa magia
De ter tanta alegria
Contar histórias de montão
Tia, do escuro eu tenho medo
Me explica esse segredo
De não temer a escuridão.
Esta semana eu descobri que não basta ser tia tem que ir no Hopi Hari, e não é só, tem que ir em todos aqueles brinquedos que te jogam pra cima, pra baixo, te viram no avesso, sacode pra lá, torce pra cá, e você fica grogue como se tivesse tomado o maior porre da sua vida. Quando iniciei a minha vida de tia tudo era muito fácil, afinal empurrar carrinho, cantar uma música pra dormir, contar uma estorinha, são coisas que qualquer um faz sem a menor dificuldade, entretanto as crianças crescem, né? E agora as coisas estão bem mais complicadas. Mas, eu que não sou de fugir da raia, topei o desafio numa boa e neste sábado fui ao parque com eles. Percebem que sobrevivi para refletir sobre o caso (rsrs...). O fato é que isso me levou a pensar de como a família, por mais torta que seja, é necessária para a vida de uma pessoa. Alguém sempre comenta que eu devo gostar tanto dos meus sobrinhos porque ainda não tenho filhos, mas isso não é verdade, eu de mãe deles não tenho nada, sou a companheira de brincadeiras e de algumas traquinagens até (rsrs...). Sou a filha caçula e como todo ser mortal, nunca fui totalmente satisfeita com essa condição e sempre quis ter irmãos mais novos que eu, assim como, acredito que muita gente que é o filho mais velho gostaria de ser o mais novo, ninguém está contente com aquilo que tem. Aí, é que entra a família, pois através dela quase sempre podemos exercer o papel que gostaríamos mesmo que de outra forma. Complicado? Veja só, existem pessoas que não tem pai, mas tem um irmão super gente boa, que cuida, protege, supre necessidades financeiras, outros não puderam cuidar de seus filhos por motivo de trabalho e afins, porém quando nascem os netos aproveitam para serem pais de novo, alguns são filhos únicos e gostariam muito de ter irmãos, então pai e mãe, ou apenas um deles se tornam o seu melhor amigo, e por aí vai, deve ter um monte de casos assim. É triste saber que aos poucos algumas pessoas se distanciam da família e não dão o devido valor a ela, infelizmente muita gente está jogando fora um bem muito precioso, seja por desavenças, seja por indiferença ou qualquer outro motivo, futuramente perceberão que família faz falta e muito! Ah, e eu adorei brincar de irmã mais velha lá no Hopi Hari, viu? A gente se divertiu muuuuuuuito, foi 10! Até na Torre e na Montanha Russa eu fui!!!!! Amei! Muitos kisses pra vocês,
Da Mô. ![]()

Fazer aniversário é bom porque...
A gente ganha presente
A gente fica contente
Os amigos lembram da gente
A gente lembra da gente.
Fazer aniversário é ruim porque...
O presente não é aquela Brastemp
Tem gente que não lembra da gente
Precisa mentir a idade da gente
Ás vezes nem tem presente.
E sempre tem um bolinho
Depois é preciso perder um quilinho
E a gente fica vermelho um tiquinho
Mas, que delícia é esse carinho...

Pessoas queridas,
Este mês o meu Blog completa 01 ano e no dia 11 eu completo... bem... acho que números não vem ao caso, né? Kkkkkk.... Gostaria muito que todos estivessem aqui pessoalmente, mas como isso não é possível, fica o meu beijo, o meu agradecimento pela amizade e tudo de bom que vocês representam pra mim. Por favor, levem um pedacinho do Bolo, é virtual, mas é de coração... Ah, e não engorda!
Muitos kisses,
Da Mô.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.
(Marina Colasanti)
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